2007 foi um ano marcante, que vai ficar na minha história para sempre. Um ano muito bom mas não que tenha sido fácil, porém um ano de muitas realizações. Nele aprendi que no sofrimento realmente se cresce, que para você trilhar novos caminhos tem mesmo que abandonar os antigos e não adianta querer ficar só com o que é bom deles, abrir mão significa que vão as coisas boas também. Em compensação tudo o que vem é novo igual e a vida fica mais interessante. Rompi com muitas coisas, boa parte que amava. No entanto era preciso, e assim foi. Construí outras, com sorte, com zelo, com esforço. Vi o dinheiro voar pela janela, entrar pela porta depois. Vi meus pais superarem dores e conquistarem alegrias, vi minha irmã chegando onde queria e o meu irmão indo pra onde queria. Vi meus filhos muito mais. Vi meu marido de novo. E ele viu a vida ser mais forte.Vi os amigos de verdade estarem comigo, vi novos e vi outros simplesmente partirem. Vi minha sobrinha virar uma mulher, e vi meu sobrinho virar um homenzinho, vi a pequena virar pros dois e se aconchegar neles. Vi e pedi pela família toda de forma diferente. Vi e falei coisas que queria sem medo ou culpa. Vi como é bom ver.
Ah, 2007 você termina hoje mas deixou em mim um pouco pra sempre. Eu te agradeço por me dar mais maturidade e coragem. Eu te agradeço por ter me dado 365 dias diferentes um do outro, 365 dias de histórias pra contar depois, em outros tantos anos que ainda quero viver.
Fruta como botão, pretinha, redonda. Alegria dos passarinhos da árvore da casa do Seu Lauro. Feito os olhos, os meus. Eu vejo conto e invento. Eu por aqui me apresento.
31/12/2007
30/12/2007
Tri-frases

Mamãe, que estrela é essa? e essas? cadê as três Marias? e aonde fica a Maria sozinha? (Julia Galloro)
Papai, mamãe, olha pra mim.. advinha que esporte eu tô jogando... não, não é volei, nem basquete, nem futebol, nem tênis... nem peteca, nem balé, nem bolinha de gude... não sabem? ave!! é hoquei, ora, hóquei! (Bia Galloro)
Ô mãe, sabe que eu vou crescer agora muito grande porque o meu pé não cabe mais nesse chinelo que o papai comprou? (Pedro Galloro)
Mã, eu não quero ficar velhinha e morrer que nem a bivó que não morre (Julia Galloro)
Mamãe é verdade que você vai morrer de dia? (Bia Galloro)
Que dia? (Pedro Galloro)
então...que seja melhor
Hoje desejei meu primeiro, pessoalmente, "feliz ano novo", com um abraço apertado e a cabeça descansando no peito do meu irmão, que passa a meia noite do dia 31 longe dessa vez. De mim e de nós. Abracei ele com um nó na garganta que não é triste, juro, mas é lamento. Lamento egoísta de tempos que não voltam mais. Eu sei disso. Ele foi hoje e volta logo, mas eu sinto que ele foi já há algum tempo pra um lugar que não tem volta pra tudo o que era antes. Paciência...
Flá, te amo aqui ou aí e quero sem demora que você possa mesmo ter um feliz novo ano da sua vida.
Se cuida Flá, se cuida.
Flá, te amo aqui ou aí e quero sem demora que você possa mesmo ter um feliz novo ano da sua vida.
Se cuida Flá, se cuida.
a esposa de luís xv
Em meio a rosas e sedas ela se perdia. A cama era alta demais até para os saltos novos que vivia comprando. Eram tantas formosuras, nos doces, nas fitas, no cetim claro, nas mucamas e nos deleites. Qualquer coisa se podia ter, mas nos desejos secretos se queria apenas era poder correr livre sem precisar ser olhada por muitos ou até por todos. Ah, ela trocaria o leque de pedras, o ouro e talvez a champagne pela saia solta e leve, onde pudesse sentar sem ajuda e levantar sem demora. A natureza lhe fez bela e generosa, mas jovem demais pra tanta realista realeza. De tudo, o melhor talvez fosse o chá, óbviamente depois dos filhos louros. O chá servido na porcelana mais autêntica que existia, quase que feita à mão. O chá e a porcelana. Só que o pensamento soltava-se para as margaridas plantadas num jardim grande mas simples, e também nos arredores das ervas frescas que faziam com que ela pudesse sorrir o sorriso da franqueza e não somente o da dívida. Mas assim foi e assim mesmo ela se fez digna até na crítica e no momento do declínio. Afinal, eram apenas duas crianças a reinar a França. Mas ninguém entendia isso, tão pouco eles mesmos. Tão pouco ela apenas, e a sua Áustria.
21/12/2007
manuella
Pequena Manu, hoje eu vou viajar. Tô indo agora na hora do almoço e por conta disso algumas visitas ficaram pra depois da minha volta, entre elas a visita pra entregar o teu presente de natal e também o da Lolô. É que na correria da última semana, a mamãe e eu não conseguimos nos encontrar. Então, como você é dona de suas decisões e eu já percebi isso, talvez eu já te entregue esse presente depois, nas suas mãozinhas mesmo.
Seja como for, mocinha que me enganou, jurava que você era um menininho, quero te dizer que mesmo tendo estado mais de longe, menos presente do teu aconchego do que estive quando a Lola decidiu chegar, te amo igual, te amo do mesmo jeito. Amo porque amo teus pais, tua irmã e todo o espírito que te cerca. Amo porque a Lolô conta pra gente como é amar uma irmã mais nova, porque teu quarto te reflete, porque você não pára dentro da barriga da mamãe e porque você a ajudou muito, deixando-a mais linda e confiante ainda, em meses decisivos em muitos aspectos da sua vida. Amo porque o vovô Pedro já achou um diminutivo pro teu nome. Porque você vem pra somar nossa alegria.
Olha pequenica, talvez eu não esteja no dia do teu nascimento lá no hospital, talvez, porque se você resolver nascer na semana entre o Natal e o Ano Novo eu vou estar longe, e se assim for, venha linda, venha com todas as bençãos, seja muito bem-vinda, ah! e não esqueça de lembrar o papai de avisar a gente. Se resolver esperar mais um pouco, então aí eu vou estar por perto e te vejo logo depois do primeiro chorinho, aquele que não sai da nossa memória. E aí te cheiro, te abraço, te assopro e te aperto bastante, ao vivo e à cores.
É isso minha linda. Que Deus te ilumine e Nossa Senhora te cubra com seu manto azul.
amor, da tia Cice.
Seja como for, mocinha que me enganou, jurava que você era um menininho, quero te dizer que mesmo tendo estado mais de longe, menos presente do teu aconchego do que estive quando a Lola decidiu chegar, te amo igual, te amo do mesmo jeito. Amo porque amo teus pais, tua irmã e todo o espírito que te cerca. Amo porque a Lolô conta pra gente como é amar uma irmã mais nova, porque teu quarto te reflete, porque você não pára dentro da barriga da mamãe e porque você a ajudou muito, deixando-a mais linda e confiante ainda, em meses decisivos em muitos aspectos da sua vida. Amo porque o vovô Pedro já achou um diminutivo pro teu nome. Porque você vem pra somar nossa alegria.
Olha pequenica, talvez eu não esteja no dia do teu nascimento lá no hospital, talvez, porque se você resolver nascer na semana entre o Natal e o Ano Novo eu vou estar longe, e se assim for, venha linda, venha com todas as bençãos, seja muito bem-vinda, ah! e não esqueça de lembrar o papai de avisar a gente. Se resolver esperar mais um pouco, então aí eu vou estar por perto e te vejo logo depois do primeiro chorinho, aquele que não sai da nossa memória. E aí te cheiro, te abraço, te assopro e te aperto bastante, ao vivo e à cores.
É isso minha linda. Que Deus te ilumine e Nossa Senhora te cubra com seu manto azul.
amor, da tia Cice.
20/12/2007
chuva
Sempre gostei da chuva. Gosto da sensação que a chuva traz, meio de aconchego, de casa com cheiro de bolo assando. De parecer noite mesmo sendo dia cedo. Gosto demais do cheiro da chuva, que faz cheirar molhado também o chão, a terra. Gosto até da chuva no carro, batendo no vidro e o pára-brisa pra lá e pra cá. Gosto da garoa, das chuvas de verão, da música Águas de março, das tempetades de raio.. outro dia caiu um raio aqui perto de casa, escureceu tudo, fez um barulho estalado aterrorizador, eu gosto de ver o rosto de susto das pessoas depois de um raio. Eu gosto quando a chuva me conta que quem manda é a natureza. Eu adoro andar na chuva, nadar na chuva. Lembro que de menina levada na praia, era só chover e eu ia pro mar, e minha mãe ia atrás dizendo que tinha perigo. Teve um ano novo aqui em São Paulo que choveu demais, e eu pulei a chuva em vez de pular as ondas, e a água me reviveu.
Acho que é por essa minha paixão que a chuva tá sempre comigo. Sempre. Todos os meus aniversários chovem, o meu casamento não choveu, desabou o mundo.. e quem estava presente é testemunha, além da cauda do meu vestido que passou a pesar o dobro. No dia do nascimento dos meus filhos sinceramente não me lembro se chovia, mas com certeza alguma garoa mesmo que passageira caiu. Outros tantos momentos que passei e vivi, importantes, felizes, tinham chuva. Chuva das boas.
Ontem foi a festa da eii!. Uma festa que mudou várias vezes de dia porque tava comigo procurando o dia do ano que ia chover mais. E assim foi, choveu pra caramba. Choveu aquela chuva pesada, que você pega os pingos nas mãos e leva embora. Lavou nossa alma, encheu as plantas de sorrisos, fez a gente ultrapassar uma "dificuldade" para celebrar e se divertir.
Sempre ouvi dizer que a chuva é a benção dos céus que de tanta alegria chora pra você. Que chuva é sinal de fartura, de bonança de bom presságio. De sucesso. Sempre acreditei assim e nunca me arrependi por isso.
Chuva, sabia que você apareceria ontem... sabia.
Acho que é por essa minha paixão que a chuva tá sempre comigo. Sempre. Todos os meus aniversários chovem, o meu casamento não choveu, desabou o mundo.. e quem estava presente é testemunha, além da cauda do meu vestido que passou a pesar o dobro. No dia do nascimento dos meus filhos sinceramente não me lembro se chovia, mas com certeza alguma garoa mesmo que passageira caiu. Outros tantos momentos que passei e vivi, importantes, felizes, tinham chuva. Chuva das boas.
Ontem foi a festa da eii!. Uma festa que mudou várias vezes de dia porque tava comigo procurando o dia do ano que ia chover mais. E assim foi, choveu pra caramba. Choveu aquela chuva pesada, que você pega os pingos nas mãos e leva embora. Lavou nossa alma, encheu as plantas de sorrisos, fez a gente ultrapassar uma "dificuldade" para celebrar e se divertir.
Sempre ouvi dizer que a chuva é a benção dos céus que de tanta alegria chora pra você. Que chuva é sinal de fartura, de bonança de bom presságio. De sucesso. Sempre acreditei assim e nunca me arrependi por isso.
Chuva, sabia que você apareceria ontem... sabia.
17/12/2007
propulsão
Doce é a emoção simples, que fala aos olhos e que se escuta quando a pele arrepia. Aquela que te aperta o peito, que te enche de expectativas e desejos bons. Que também te dá temor quando, por um ruído apenas, se pensa algo que não combina com isso tudo. A emoção pequena de ver as cores, as luzes, cada canto do mundo e sua vontade de expressar-se. A emoção grande de querer e ser querido, de ter com quem abrir um sorriso largo, e de poder pedir, mesmo que seja desculpas. É um belo momento de renovação, pelo sim ou pelo não, pela crença ou pela teimosia de contrariar o rumo de tudo, é indiscutível que passe por todos, principalmente aos que menos percebem, a sensação de esperança. Fim de ano é assim, a gente ajeita as malas de tudo o que se viveu para viajar pra daqui há pouco. Porque afinal são horas somente, mas tá aí a maior prova de que o tempo é apenas um medidor de passagem. Invariavelmente a retrospectiva da sua alma se une a retrospectiva do que a mente vivenciou, e lá no fundo, bem no fundo dos nossos céus, a gente também se lembra do que sequer, sabe-se que já viveu.
Gosto desse momento, desses dias, desse final que não acaba, desse poder propulsor e expontâneo de refletir. De desejar o bem a quem igualmente se quer, sabe-se se já nasceu.
Gosto disso.
O final de um novo começo e o começo de mais um final.
Gosto desse momento, desses dias, desse final que não acaba, desse poder propulsor e expontâneo de refletir. De desejar o bem a quem igualmente se quer, sabe-se se já nasceu.
Gosto disso.
O final de um novo começo e o começo de mais um final.
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eu sou
- Cice Galoro
- Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.