30/07/2007

c de jaboticaba

Depois de um tempão criei coragem. Na verdade não é coragem é vontade.

Além de ter criado a vontade, perdi a preguiça. Pelo menos hoje. Mas como tudo aqui é hoje, ou pelo menos um desejo de dividir os "hojes" mesmo que amanhã ou ontem, surge o c de jaboticaba.

Apropriei-me da fruta que minha mãe mais gosta e come até cansar. Sobe no pé, na ponta do pé pra disputar com os passarinhos as mais pretinhas. Da árvore que tinha no quintal da casa do meu avô Lauro pra figura que figura nos olhos dos meus filhos. Os olhos deles são como os meus, já ouvi muito isso e assumo que também acho e gosto de achar isso. A nossa marca registrada, minha e deles, batizada pela minha comadre assim. Cice que tem olhos de jaboticaba.

Então, hoje pra quem não pode me olhar nos olhos por qualquer razão, faço desse espaço um jeito simples e despretencioso de ver e ser vista.
Uma maneira de olhar alguém ou algo e poder interpretar essa visão. Uma homenagem a todos os olhares. Como o do César que mantém o mesmo olhar de quando era uma criança.

Mas ainda prefiro as cartas seladas à tinta, a escrita romântica e secreta. Acho que ainda meio sem jeito.

Agradeço esse novo passo especialmente à Julia Fregona que trocou impressões juvenis sobre essa nova forma de se comunicar, ao bicho Ana que inspira nas mensagens, Antoniela do Canto (é muito chique chamar a Toca assim) que é a desbravadora das novidades e Fefêt pela beleza de seus textos. Um primor, uma leitura obrigatória.

E lá vamos nós.

eu sou

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Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do sabor colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.