28/07/2008

paciência de jó

Essa vida tem que ser mais simples, pombas! bufou ela amoada. É que na sua visão era fácil, mas as pessoas teimavam em complicar.

Tinha dias que era assim... Bom dia!
Mas bom dia porque?
Então mal dia pra você também. Afinal de contas ninguém é obrigado a desejar o bem de quem não se quer assim.

Ô porre, todo dia ter que buscar argumentos.

O que acontece é que é muito difícil ser gentil primeiro. Só que no fundo no fundo vale o contrário pra essa história, é muito mais fácil do que se pensa... filtro é a palavra.

Mas quem não escuta nada vai filtrar o que?

Então com tudo isso ela tinha o direito de ficar amoada pelos 15 segundos que conseguia tal façanha. Certamente é mil vezes mais desgastante ser chato do que feliz, mas a maioria acha o contrário, e assim vamos.

Um dia cá outro lá e tudo certo. Porque no final tudo acaba bem, e se não está bem é porque ainda não acabou.

22/07/2008

mas e se...

Puxa a corda pra cá e eu puxo pra lá. Cabo de guerra. Mesmo querendo ganhar, se a força é lógica, o lado mais forte vence a parada. Então o que eu faço? Exercício meu anjo, exercício. Exercite a quebra, a ruptura, o ganhar e o perder. Porque pode parecer o seu lado mais fraco o que no final é o mais forte. Espere. Eu sei que é duro.., mais ou menos o quê? 150 flexões de braço? Sei não se isso pode ser equivalente a alguma coisa assim, mas a dor física é parecida. E eu sei que você tenta, que você corre e na mente vão as imagens ideais, como milagrosamente ganhar na corda mesmo sendo menos forte. Mas há um jeito. Quer que eu conte? Eu conto. O segredo é o exercício da distração. Só nessa hora não há lógica. Num piscar de olhos você ganha. Então aquiete-se. Apenas seja firme e finque os pés no chão. Espere a hora certa que só chega quando a gente não a percebe. No cabo de guerra, contra a força só a distração. Fique de olho nas distrações do que você não quer e dê o troco. Ganhe do tempo e do forte estando ao seu lado sendo pequeno e brilhante. O teu tempo é hoje. Esqueça depois e tudo será bem. Presenteie-se. Eu te prometo, tudo será bem.

21/07/2008

quintal

Casa nova!! Confesso que tive certa melancolia que foi dando espaço pra certeza quando fui vendo tudo se encaixando de novo, percebendo que a casa é só a carcaça e a vida é que conta. Tem sempre vida na(s) minha(s) casa(s). Dessa vez as crianças ajudaram um bocado a alegria chegar logo. Eles correm o dia todo pela casa, pelo jardim. Outro dia gritei pra eles, onde vocês estão? e a resposta veio bonita: No quintal...
Quintal de casa é mil vezes melhor que a sala ou qualquer outro cômodo. Apesar das roupas que não dão conta, ver eles sujinhos e sorridentes, escondidinhos pelos cantos, descobrindo os espaços entre as árvores, falando sozinhos concentrados na vida, atrás das borboletas e boquiabertos com os novos amigos passarinhos que voam sem cerimônia por ali, é demais. Fizemos uma horta. Engraçado, mas a primeira coisa que organizamos foi o quintal. Eles estão aguardando as sementes brotarem e ainda ficam pensando como será comer o que sairá de lá. O Condomínio que a gente esolheu é muito bonito, e como um grande quintal também, tem espaço até. Sábado almoçamos e fomos andar por ele (um bosque). Passeamos e paramos no parque de areia. Eles fizeram bolos, escorregaram, fizeram uma amiga nova. Subiram na árvore e vieram dizer que estão felizes na casa nova. César e eu nos olhamos e pensamos sem falar nada: Valeu a pena. De novo, valeu a pena.
A gente tá feliz! Agora falta pouca coisa e o principal também. Amigos por lá. Serão todos muito bem vindos na nossa casa da Alameda dos Jatobás, 602. Bem vindos ao quintal das nossas vidas, aos espaços abrangentes e ensolarados da nossa alma, às nossas árvores, onde nos reuniremos pra celebrar e sermos felizes juntos.
Bem vindos a nossa nova vida.

14/07/2008

mudando

Dentro das caixas seguem as coisas, seguem os sonhos, que vão junto até mais rápidos. Seguem as energias daqui. Segue tudo. É caixa que não acaba mais. Caixa até o teto do mundo com cheiro de papelão e novidade. Caixa grande e pequena, comprida e baixinha. Caixas e caixas. Engraçado como a vida cabe dentro delas, cabe fácil e bem. Cabe alegremente. Do lado de fora vai tudo escrito, cada papelzinho que lá está, como se a gente se perdesse da gente mesmo. Que jeito? Amanhã vamos juntos, as caixas e nós que formamos tantas delas. Hoje estamos num cubo mágico.

11/07/2008

Coronado

Grande texto.

Grande Toty.
Adorei. Dramática e bela. Infalível.
Tempo todo em cena, demais!

Tá todo mundo bem, mas te ver basta.
Você arrasa.

Tá tudo escrito. Tudo.

Não percam.
Tuca Arena. 4as e 5as às 21h.

08/07/2008

adiante

E lá vou eu, de novo e sempre. Vou mesmo porque sigo e não cego. Me alcance se precisar de açúcar, sal só pego no mar. Mas mesmo assim, querendo eu volto; por instantes eu volto, e vou de novo, porque ganho mais força desse jeito, como os carrinhos de brinquedo. De qualquer forma te espero, pacientemente espero já que não há problema nisso. Faço um chá quentinho e fico aguardando bem calmamente. Viu que fácil? Chegamos. Juntos.

eu quero

Pra que tudo dê certo você tem que pedir. Não precisa se preocupar se pede certo ou não, porque se você quer de verdade saberá como, e um único pedido depois os encaixes vão virando perfeitos, lógicos, milagrosos. Se teme é porque não quer, pensa querer. É simples meu amigo, é muito simples.

07/07/2008

ária aos seus e aos meus

Tolos pobres de alma. Tanto e nada é o que têm. Uma impressão. Soltam-se numa agonia íntima ao saber que tudo podem, mas nada conseguem. Cada dia é uma imensa corrida para a solidão. Ficam sós. Livrai-os é o que deves pedir, porque o pior é que eles não percebem e apenas imaginam que são, ou que fazem, fazendo você perder tempo. E é sempre assim, o mesmo, o de sempre, o que não tem a menor diferença. Diferença apenas aos que acham junto. Ah, esses então, nem dó. Será que cabe soltar umas gargalhadas no meio de tantos?
Se sim, vá e gargalhe bem alto. AHAHAHAHAH. Se não, então assiste. Mesmo sabendo que acabará em tragédia, e que a gritaria e a correria fazem parte da cena, porque em tudo se aprende quando se senta num bom lugar. É daí, de onde estás que se vê fácil as coisas que saem no meio de tudo,e que não combinam com nada. A música alta? As interrupções não entendidas? só acrobacias pros coitados. Olhe pro lado e veja, o povo chora. Chora o que não entende. Talvez você não deveria ter vindo, mas já que ganhou a entrada, pergunte-se. Deuses do tempo, quanta tralha hei de varrer para um pouquinho de graça?

04/07/2008

bendito seja

A porta abriu. Sem nenhum problema aparente ela entrou, mas a dificuldade era grande. Aquelas sombras de plástico vinham pra cima dela. Todo o santo dia a mesma ladainha, dava pra ouvir cada amém, mesmo mudo, das mentes abatidas. A reza era a penúltima chance. O trajeto era pequeno, o do corredor e o do percurso, só que naquela situação era infinito. Um caos. Caos maior era o desejo dele, mas fazer o que? Enquanto ela empurrava tudo a sua frente ia pensando porque os sujeitos dividiam esse espaço com tanto conformismo. Até que não precisaria ser tão ruim, bastasse que olhos se cruzassem, quem sabe até um desejo mundano poderia correr solto naquele aperto, mas democraticamente os personagens preferiam aquilo mesmo. Sempre a mesma coisa. A ladainha. De repente, num dia qualquer alguém decidiu mudar, pelo menos misturar tudo. Sombras, fios, coisas, medos, umas alegrias escondidas. Chacoalhou a rotina e o amém saiu bem alto, aos gritos. Santo Deus um milagre. Notaram-se, viram-se e depois cairam na gargalhada. Depois daquela freada nunca mais a vida foi a mesma. Nem dentro, nem fora do onibus 407-C que seguia para a Zona Sul.

eu sou

Minha foto
Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do sabor colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.