25/11/2011

Do entendimento

De repente, mesmo depois de 43 anos, de um jeito que não sei explicar como, a vida foi ficando simples. As angústias se dispersaram ou simplesmente passaram a desinteressar tanto.

Não que as crises ou problemas deixam de se apresentar, uma ou outra dúvida... mas agora, pelo menos, são sólidas e importantes.

Quero dizer com isso que as perguntas típicas, as banalidades e as futilidades começaram a buscar um espaço que não existe mais, e mesmo que queiram fincar o pé, elas desgrudam do meu pensamento.

Por exemplo, eu vejo ou ouço tantas coisas desnecessárias, que antes me pareciam fundamentais ou no mínimo estorvavam minha existência. Hoje me divertem, e melhor ainda, na maioria das vezes nem se quer me levam atenção. No trabalho muitas, na vida - mais ainda.

Importante agora pra mim é, profundamente, a minha família, a minha casa, a flor que eu vou comprar de sexta, a carona que eu posso dar para uma gravidinha de 8 meses que eu nunca tinha visto antes, a sacola reciclável cheia de frutas, a saída da escola, o que dá para ter, qual o sermão do domingo, as pessoas que tem os olhos do bem, a saúde.

Discutir forma, não mais. Conteúdo, se de fato, conter algo.
Perder tempo, não. Ganhá-lo sem fazer nada, aí sim.

Eu ando desse jeito nesse final de 2011, desbravando a tranquilidade. Espontâneamente. Que veio até mim, sem que eu percebesse buscá-la ha tanto tempo.

Entendendo que não precisamos entender nada, que apenas estarmos bem, é mesmo suficiente para sermos felizes.

eu sou

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Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do sabor colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.