23/01/2012

Gens

Puxei do meu pai o benedeto gênio. O Cesar diz que é sinônimo de grosseria, alguns acham pura impaciência, outros resumem num jeito esquentado, meio bravo e eu digo que tudo isso é apenas uma maneira de me defender. Tanto papai como eu, só conseguimos nos defender se tivermos na ofensiva, porque no dia-a-dia somos dois bons babacas de tudo que é jeito. Ele, agora não sei, espero que tenha resolvido isso lá pelo céu, mas a verdade é que eu mantenho o jeito alegre e otimista, misturado com uma sisudez meio egoísta, bem patife para os amigos e cheio de respeitar os detalhes que todo mundo acha ridículo. Fico analisando meu jeito pra buscar melhorar, porque sei que tenho bastante oportunidade pra isso, mas no final, o que me desencadeia o turbilhão de grosseria (usando a palavra do Cesar que é a melhor no resumo) nada mais é do que perceber que há traição. Aqui, um momento de atenção, please: Traição pra mim é bem diferente do que pra maioria das pessoas no mundo. Polêmica: Eu sei que posso perdoar, por exemplo, uma pulada de muro dessas ridículas, levadas pelo momento, pelas biritas... mas sou capaz de farejar a léguas uma traição do olhar, que no meu entendimento é a verdadeira e talvez imperdoável. Também posso sentir e ouvir a traição das palavras mentirosas, construídas, ditas pra te embromar, ai que raiva disso. Escrevo assim pra tentar fazer com que, quem me lê, entenda do que estou falando, mas já achando que essa missão será difícil. Enfim, o que quero dizer é que trair pra mim é menor do que se pensa e muito maior do que se espera. Trair não significa, ou não se resume apenas, no sentido carnal, homem mulher, relacionamentos. Isso fere menos do que algo escondido de você, simples até. Para os curiosos de plantão, esse post não tem nada a ver com o Cesar ou com meu casamento. Em 16 anos juntos, nunca estivemos tão bem e nunca sequer me preocupei com isso. Coloco aqui minha indignação com quem se acha esperto, onipotente, e lida com a traição da maneira mais covarde do mundo, dando uma de santo. Eu viro ogro mesmo, nesses casos. E aí baixa o Seu Pedro, aquele da impaciência, da mão pesada, das palavras grossas. Só que nem tudo está perdido, o bom desse gênio compartilhado é que a gente sabe odiar sim, mas também consegue perdoar. O duro é o tamanho do estrago que fazemos entre um e outro. Minha teoria é, se recebeu mereceu, além do que, a mim também muitos devem desculpas e eu não morri por causa disso. Nessas auto-análises concluo que ando super mais tolerante do que aos 18, fase que minha língua era lindamente afiada, mas também sofrendo de menos arrependimentos, quando sei que a bola é minha porque, independente de quem me viu comprando, eu tenho a nota, saca? Bem, então é isso. Recado dado e nada diferente do que deve ser, pelo menos por enquanto.

03/01/2012

Hoje é um novo dia de um novo tempo

Tem coisas que são clichês e sempre dão certo. O amor por exemplo. Quer mais? Iniciar o ano mesmo sabendo que o tempo continua correndo como lá por julho, agosto, é sempre um real motivo pra tirar da caixa os bons clichês. Desejar amor, paz, saúde e prosperidade. 4 palavrinhas que estão em tudo que é mesa, que nem batata. Mas pegar essas 4 palavrinhas e comê-las mesmo, como a batata frita, detona um gosto especial. Prosperidade é uma palavra tão bacana, a danada. É o desejo de melhorar de ir bem mais, de progredir. Das eleitas, a saúde é a mais importante e que a gente dá menos bola. Saúde. Eu te desejo saúde, significa que você espera que a pessoa usufrua de tudo com prazer, intensidade e oportunidade. Não é um excelente clichê? Hoje é dia 03, a dois dias começamos um novo tempo, um tempo par, predestinado pelos pessimistas ao fim e aos otimistas ao início do que pode ser melhor. Que sejamos clichês esse ano. Resgatemos aquelas palavras comuns com seus significados na raiz e consigamos praticá-los. Mais do que as 4 escolhidas outras tantas como sorte, coragem, perseverança, gratidão, sucesso, sabedoria e por aí vai. Me despeço com uma também muito da clichê: Fé. Feliz Ano Novo!

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Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do sabor colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.