Fruta como botão, pretinha, redonda. Alegria dos passarinhos da árvore da casa do Seu Lauro. Feito os olhos, os meus. Eu vejo conto e invento. Eu por aqui me apresento.
29/12/2011
De tudo que é bom
E na mesma toada, mudando o eixo, indo pro lado do que é bom, bem, alegria, simpatia, boa fé, esperança, coragem e tantos outros atributos do lado branco do tabuleiro, hoje é uma véspera... né, pá?
azedume
Tenho um misto de raiva e dó de quem é azedo. Mais raiva do que dó, confesso. Não gosto de jeito nenhum de ficar olhando pra cara de quem não solta um risinho e fica com aqueles olhos muchos meio um pra lá outro pra cá, querendo expressar tristeza, mas que pra mim soam como ares de prisão de ventre.
Também detesto atribuir a isso, idade, compreensão, tudo que a vida lhe causou, essas baboseiras de quem prefere dar uma desculpa. Gente pra mim tem que ter sangue nas veias, pulso que ainda pulsa, expressão de tudo: ódio, amor, compaixão, alegria. Essas coisinhas que Deus quer de nós, sabe?
Pior ainda é querer pagar de bondade. Pra cima de moi? ah tá...
12/12/2011
Susto
E assim, de repente, de um minuto a outro, a vida dá uma virada. A saúde, no mais fofucho dos clichés, é mesmo a nossa maior dádiva. Porque sem ela, tudo vira relativo, dá mais ou menos pra fazer, derramam receios, dores, apreensões. E não adianta falar, mas é igual e seguido de outro bom cliché, que só se sabe um filho quando se tem. Nesta sexta-feira, dia 09 o Cesar acordou, em casa, ótimo e dormiu (modo de falar com aquela tamanha dor) mal à beça num hospital, numa véspera de cirurgia que ele sequer imaginaria que iria se submeter, tão pouco eu. Num segundinho o telefone toca e te pedem pra ir urgente a um hospital ver o que está acontecendo com o seu marido. Graças a Deus a história do Cesar termina bem, quer dizer, ainda temos alguns pontos em aberto, mas a verdade é que mais uma vez fomos agraciados por descobrirmos tudo a tempo.
Uma crise renal, gerada por uma dupla obstrução dos canais que levam a urina à bexiga, e um trisco pra perder as funções do rim e viver dependente de diálise. É, mole? Pois é, assim, sem mais nem menos. E sem sequer ter sentido durante 51 anos uma única cólica que pudesse explicar esse desfecho.
Enfim, a proposta é que nos cuidemos, que vigiemos nosso corpo, nossa mente, nossos organismos. Que respeitemos os limites, e sobretudo que deixemos uma permissão assinada na cabeceira da nossa cama, todos os dias cedinho: ser livre, leve e feliz. A vida é mesmo e muito, feita dos pequenos momentos. Oxalá, meu gordo tenha muitos deles ainda pela frente.
25/11/2011
Do entendimento
De repente, mesmo depois de 43 anos, de um jeito que não sei explicar como, a vida foi ficando simples. As angústias se dispersaram ou simplesmente passaram a desinteressar tanto.
Não que as crises ou problemas deixam de se apresentar, uma ou outra dúvida... mas agora, pelo menos, são sólidas e importantes.
Quero dizer com isso que as perguntas típicas, as banalidades e as futilidades começaram a buscar um espaço que não existe mais, e mesmo que queiram fincar o pé, elas desgrudam do meu pensamento.
Por exemplo, eu vejo ou ouço tantas coisas desnecessárias, que antes me pareciam fundamentais ou no mínimo estorvavam minha existência. Hoje me divertem, e melhor ainda, na maioria das vezes nem se quer me levam atenção. No trabalho muitas, na vida - mais ainda.
Importante agora pra mim é, profundamente, a minha família, a minha casa, a flor que eu vou comprar de sexta, a carona que eu posso dar para uma gravidinha de 8 meses que eu nunca tinha visto antes, a sacola reciclável cheia de frutas, a saída da escola, o que dá para ter, qual o sermão do domingo, as pessoas que tem os olhos do bem, a saúde.
Discutir forma, não mais. Conteúdo, se de fato, conter algo.
Perder tempo, não. Ganhá-lo sem fazer nada, aí sim.
Eu ando desse jeito nesse final de 2011, desbravando a tranquilidade. Espontâneamente. Que veio até mim, sem que eu percebesse buscá-la ha tanto tempo.
Entendendo que não precisamos entender nada, que apenas estarmos bem, é mesmo suficiente para sermos felizes.
Não que as crises ou problemas deixam de se apresentar, uma ou outra dúvida... mas agora, pelo menos, são sólidas e importantes.
Quero dizer com isso que as perguntas típicas, as banalidades e as futilidades começaram a buscar um espaço que não existe mais, e mesmo que queiram fincar o pé, elas desgrudam do meu pensamento.
Por exemplo, eu vejo ou ouço tantas coisas desnecessárias, que antes me pareciam fundamentais ou no mínimo estorvavam minha existência. Hoje me divertem, e melhor ainda, na maioria das vezes nem se quer me levam atenção. No trabalho muitas, na vida - mais ainda.
Importante agora pra mim é, profundamente, a minha família, a minha casa, a flor que eu vou comprar de sexta, a carona que eu posso dar para uma gravidinha de 8 meses que eu nunca tinha visto antes, a sacola reciclável cheia de frutas, a saída da escola, o que dá para ter, qual o sermão do domingo, as pessoas que tem os olhos do bem, a saúde.
Discutir forma, não mais. Conteúdo, se de fato, conter algo.
Perder tempo, não. Ganhá-lo sem fazer nada, aí sim.
Eu ando desse jeito nesse final de 2011, desbravando a tranquilidade. Espontâneamente. Que veio até mim, sem que eu percebesse buscá-la ha tanto tempo.
Entendendo que não precisamos entender nada, que apenas estarmos bem, é mesmo suficiente para sermos felizes.
06/10/2011
Off

Um homem que marcou uma geração, mudou comportamentos. A partir do seu.
Uma vida iniciada de um jeito que muitos considerariam quase o fim, fez dele a necessidade de buscar novos começos.
Um cara duro, grosso, mas apaixonado e com fé.
Porque a fé é a crença em perseguição de algo melhor, e isso ele sempre quis.
Foi até onde deu, sem jogar a toalha. Quando despediu-se, fez direito, quase despercebidamente não fosse sua tamanha visibilidade, escondida ultimamente num corpo tão frágil, mas que não conseguiu destruir sua inteligência.
Tinha grandes defeitos e gigantescas qualidades, mas tinha um princípio que o fez chegar onde chegou e resolvia tudo isso.
Tinha amor. Antes, de tudo.
Mr. Jobs, rest in peace.
09/09/2011
Setembro
Setembro é um mês bom!
Bom no sentido de "do bem". Um mês com flores, não poderia ser diferente.
Eu sempre escrevo sobre setembro. Sempre falo que tudo melhora nele, que o ano se confirma, se ameniza, fica respeitoso e generoso.
Meus filhos nasceram em setembro num dia triste pro mês e pra humanidade. No dia 11 de setembro. Mas isso não mudou nem um pouco meu sentimento com esse momento do ano.
Lembro bem, dois anos antes deles nascerem, que fiquei congelada em frente a tela da TV da agência que eu trabalhava vendo um avião entrar na Torre 1, depois ver a outra em chamas e aquela imensidão vir abaixo. Eu tinha estado em NY e visitado as Torres Gêmeas. Não dava pra acreditar que, um dia, alguma coisa, abalaria aquela grandiosidade.
Dois anos depois, no mesmo dia, tava eu congelada de novo, mas por conta da maior das minhas alegrias. No dia 11 de setembro de 2003, chegaram faceiros meus trigêmeos, destinados a serem cidadãos do mundo e do bem. Tenho certeza disso.
Voltando ao presente, hoje - dia 09 é aniversário da Sofia, minha sobrinha que complementa a nossa alegria de viver nesse mês.
Acordei pensando em tudo isso e bem cedo neste 9 de festa, ouvi um sociólogo dizer que o 11 de setembro mudou a maior potência mundial, ruiu com uma série de propostas de liberdade que o ocidente propunha, mas que também trouxe um lado muito bom, o de democratizar o mundo. A necessidade de abrir as portas da igualdade de forças e sentidos. A concreta visão que ninguém é mais ou maior que ninguém.
Pra mim, fica claro que cada vez mais as potências precisam estar nas pessoas, no coração delas. Na formação dos homens de bem. Eu confio que sim.
De nossa parte, peço humildemente que no nosso micro cosmo da família, saibamos ensinar e educar essa galera pra isso. Tudo indica que teremos 4 almas boas pela frente, cuidando pra que a vida seja mais justa e digna para todos.
Parabéns hoje à Sofia pelos seus 3 anos, e no dia 11, o beijo vai aos meus queridos Beatriz, Pedro e Julia que erguerão seus 8 anos com muita amizade e amor.
Setembro, valeu!
Bom no sentido de "do bem". Um mês com flores, não poderia ser diferente.
Eu sempre escrevo sobre setembro. Sempre falo que tudo melhora nele, que o ano se confirma, se ameniza, fica respeitoso e generoso.
Meus filhos nasceram em setembro num dia triste pro mês e pra humanidade. No dia 11 de setembro. Mas isso não mudou nem um pouco meu sentimento com esse momento do ano.
Lembro bem, dois anos antes deles nascerem, que fiquei congelada em frente a tela da TV da agência que eu trabalhava vendo um avião entrar na Torre 1, depois ver a outra em chamas e aquela imensidão vir abaixo. Eu tinha estado em NY e visitado as Torres Gêmeas. Não dava pra acreditar que, um dia, alguma coisa, abalaria aquela grandiosidade.
Dois anos depois, no mesmo dia, tava eu congelada de novo, mas por conta da maior das minhas alegrias. No dia 11 de setembro de 2003, chegaram faceiros meus trigêmeos, destinados a serem cidadãos do mundo e do bem. Tenho certeza disso.
Voltando ao presente, hoje - dia 09 é aniversário da Sofia, minha sobrinha que complementa a nossa alegria de viver nesse mês.
Acordei pensando em tudo isso e bem cedo neste 9 de festa, ouvi um sociólogo dizer que o 11 de setembro mudou a maior potência mundial, ruiu com uma série de propostas de liberdade que o ocidente propunha, mas que também trouxe um lado muito bom, o de democratizar o mundo. A necessidade de abrir as portas da igualdade de forças e sentidos. A concreta visão que ninguém é mais ou maior que ninguém.
Pra mim, fica claro que cada vez mais as potências precisam estar nas pessoas, no coração delas. Na formação dos homens de bem. Eu confio que sim.
De nossa parte, peço humildemente que no nosso micro cosmo da família, saibamos ensinar e educar essa galera pra isso. Tudo indica que teremos 4 almas boas pela frente, cuidando pra que a vida seja mais justa e digna para todos.
Parabéns hoje à Sofia pelos seus 3 anos, e no dia 11, o beijo vai aos meus queridos Beatriz, Pedro e Julia que erguerão seus 8 anos com muita amizade e amor.
Setembro, valeu!
23/08/2011
O sermão de domingo
Domingo a missa foi do padre Renato. 84 anos dedicados à palavra. Uma benção de padre, porque de homem ele deve ter lá suas cascas grossas. Mas a missa que ele reza é especialmente confortadora, esclarecedora e generosa. Domingo, padre Renato falou sobre Nossa Senhora, comemorando a festa da Assunção de Maria ao céu. Ele explicou tanta coisa que eu não sabia, e que me fez mais ainda ficar de joelhos por essa mulher forte na carne e humilde na alma. A gente fala rotineiramente sobre o sofrimento de Nossa Senhora, mas tenho pra mim que a maioria de nós não parou pra entender como foi isso. Vivemos o sofrimento da Mãe soberana como rezamos a Ave Maria, numa correnteza de frases até o "agora e na hora de nossa morte amém". Padre Renato contou que a vida de Maria foi muito doída, uma provação atrás da outra, a começar por ser a Escolhida. Imaginem-se, mulheres que me lêem, que vcs recebessem hoje a incumbência de carregar no ventre o filho de alguém, que só vc sabe e crê. Fazer seu companheiro acreditar nisso e todos os demais. Depois ter seu filho e conviver com o enfrentamento dele com o que não é justo. Imaginem hoje, seu filho de 13 anos, confrontando o líder do Senado Brasileiro - pra não irmos tão longe... Fora isso, Maria viveu todo o tempo em total solidão. José, que ela amava tanto, que era seu companheirão nessa parada, morreu cedo, largou-a por aqui com a dor da perda e à frente das responsabilidades de viver sua cruz e a cruz de Jesus. Esse por sinal, danado que era, foi peregrinar e levar a palavra, as atitudes, as razões de mudança por aí e deixou Maria à espera aflita de toda a mãe. Pense: nosso filho vai a uma festa e já não vemos a hora dele voltar ... Depois, ainda só, Maria acompanhou a olhos nus a dor de Jesus. Seu julgamento, sua crucifixação. Estava ela ali, sozinha, porque na hora H os apóstolos deram de se pirulitar com medo do mesmo destino. Mas Maria era mãe, trocaria de lugar com seu filho na maior alegria para aquela dor. Depois, oba! boa nova - Jesus ressucitou e aí Maria o viu subir aos céus. Despediu-se novamente de seu querido filho, como fazemos na morte, vendo ele sumir ali diante dos seus olhos sem saber o que viria dali em diante. Disse adeus ao seu filho, sei lá por que vez... Padre Renato disse que ninguém sabe, que não há registros históricos de quanto tempo ainda Maria permaneceu viva, sozinha, cumprindo seu tempo terreno depois da ressureição de Jesus. Ficou aqui saudosa, dolorida, só, como nós ficamos ao perdermos alguém muito querido.
No dia de sua morte porém, Maria recebeu a graça de Ascender ao céu, em corpo e alma. Padre Renato ficou dizendo pra gente imaginar a alegria que ela teve ao reencontrar Jesus e saber que finalmente não estaria só.
O aprendizado é que a fé nos mantém frente a todas as dificuldades, só ela nos mantém. E devemos reconhecer que a vida é um exílio e nosso papel é aceitar o sofrimento com luta.
Eu tirei pra mim a seguinte mensagem, precisa de algo? peça a Nossa Senhora com fé, Ela sabe sua aflição porque viveu esse sentimento. Ela vai sempre te amparar.
Linda, querida, Mãe de Deus e minha. Maria, Nossa Senhora. Te amo. Amém.
No dia de sua morte porém, Maria recebeu a graça de Ascender ao céu, em corpo e alma. Padre Renato ficou dizendo pra gente imaginar a alegria que ela teve ao reencontrar Jesus e saber que finalmente não estaria só.
O aprendizado é que a fé nos mantém frente a todas as dificuldades, só ela nos mantém. E devemos reconhecer que a vida é um exílio e nosso papel é aceitar o sofrimento com luta.
Eu tirei pra mim a seguinte mensagem, precisa de algo? peça a Nossa Senhora com fé, Ela sabe sua aflição porque viveu esse sentimento. Ela vai sempre te amparar.
Linda, querida, Mãe de Deus e minha. Maria, Nossa Senhora. Te amo. Amém.
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eu sou
- Cice Galoro
- Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.