Lá na van, na hora que o trilho da porta correu e ela fechou, que deixamos pra trás dias tão bons, tão felizes, feitos de sol, de cumplicidade, de vontade conspirada por todos para que fossem perfeitos, que falamos até breve para a família - que por conta do destino às vezes se separa mesmo sabendo que tudo ficará bem, que entregamos, generosamente, para os próximos, que nem conhecemos, um mar de um verde cristalino e uma quentura de aconchego e pessoas trabalhando em paz, é que o choro me ensinou mais um pouco sobre felicidade. Olhei ao redor e não era só eu que havia aprendido o quanto é simples entender que nós, realmente, decidimos ser ou não felizes. No silêncio ou na voz que dizia: eu choro porque estou feliz tanto, tanto. Porque a felicidade é muito simples de se ter. Está na conquista, no merecimento de usufruir sem culpa, sem receio. Tá e muito, nas mãos dadas de primos que se amam e brincam todo o tempo (e também às vezes brigam) por isso. Que feliz também é caminhar em dupla por uma ponte vendo a lua tão vaidosa, bem redonda, bem branquinha dizendo pras estrelas, hoje só eu vou brilhar aqui nesse mar, viu? e as estrelas não ficarem tristes com ela esperando a sua vez, porque sabem que sua hora virá no outro dia. Que estar feliz faz a gente ser feliz. Por causa de um assunto em dia, de uma saudade que diminuiu, de um respeito entre pessoas de costumes diferentes, um em prol do outro. De um ou vários brindes de champagne ou água de coco desejosos de saúde. Que se é feliz quando vivenciamos a gentileza de um amigo em te querer bem, em te receber mesmo que por alguns minutos com sorriso verdadeiro. Que fazemos a felicidade quando nos planejamos e procuramos por ela, e na procura vamos vivendo as alegrias da espera na ansiedade antecipada de que tudo será bom. O choro me disse ainda, que um calango é feliz quando pousa bem metidinho pra tantos admiradores e ainda come a flor mais vermelha do jardim pra mostrar que a natureza é simples assim. E como é feliz a música que toca, os artistas que se apresentam. Mais feliz ainda é ver que os mergulhos dos filhos vão ficando mais corajosos, que a confiança aparece, que ouvimos mais o som da natureza bem de noite, sem receio se o barulho é de chuva ou das ondas, porque amanhã estará sol. A felicidade é fazer dar tudo certo. É ter família e saber viver com ela. É comemorar 70 anos com bolo de chocolate e um cafezinho pra tirar 10. É acreditar na eternidade e no que fica eterno em nossas vidas. Os momentos. Então hoje eu sou plenamente feliz. Como nunca, nunquinha tinha sido antes. Feliz é terminar esses dias dizendo obrigada meu Deus.
Tchibumba!
Fruta como botão, pretinha, redonda. Alegria dos passarinhos da árvore da casa do Seu Lauro. Feito os olhos, os meus. Eu vejo conto e invento. Eu por aqui me apresento.
04/11/2012
21/10/2012
poema da menina viajante
De véspera fico animada,
capricho de saia rodada,
ando toda emprumada,
com cara de embasbacada.
Viajar é mesmo tão bom,
flutuo por todo esse chão.
Não nego dentro do peito
o tum tum do meu coração.
Dou volta no quarteirão,
seguro no corrimão,
e como todo o feijão.
Pra disfarçar um pouquinho,
ando de frente e de ré,
coço o dedão do pé,
esmago o meu chiclé
e até limpo a chaminé.
Com cara de felicidade
sonho com a outra cidade.
Com o que vou ver e ouvir,
passar e poder sentir.
São as coisas boas da vida,
deixar de olhar pra barriga.
Sair, passear, viajar.
Fazer novas amigas.
Bem lá longe
o mar espera espumante.
Danando esse viajante,
nem precisa de avião,
anda por todo o lado,
por todo esse mundão.
Bonito que só ele é,
e eu com cara de ué,
queria saber como faz
pra sair sem os seus pais.
E o mar sabido me diz,
que o mais bacana e feliz,
é viver assim de alegrias,
com caras, bocas e rimas,
cercado de nossas famílias.
Olhos de curiosidade,
seja qual for a idade,
seja quem for, ele gosta.
Vai em todas as apostas.
Então eu entendo a verdade
de viver com liberdade,
e me preparo lindona,
eu, quem me queira e sonha.
Com dias de sol e de vento,
pro meu melhor passatempo.
capricho de saia rodada,
ando toda emprumada,
com cara de embasbacada.
Viajar é mesmo tão bom,
flutuo por todo esse chão.
Não nego dentro do peito
o tum tum do meu coração.
Dou volta no quarteirão,
seguro no corrimão,
e como todo o feijão.
Pra disfarçar um pouquinho,
ando de frente e de ré,
coço o dedão do pé,
esmago o meu chiclé
e até limpo a chaminé.
Com cara de felicidade
sonho com a outra cidade.
Com o que vou ver e ouvir,
passar e poder sentir.
São as coisas boas da vida,
deixar de olhar pra barriga.
Sair, passear, viajar.
Fazer novas amigas.
Bem lá longe
o mar espera espumante.
Danando esse viajante,
nem precisa de avião,
anda por todo o lado,
por todo esse mundão.
Bonito que só ele é,
e eu com cara de ué,
queria saber como faz
pra sair sem os seus pais.
E o mar sabido me diz,
que o mais bacana e feliz,
é viver assim de alegrias,
com caras, bocas e rimas,
cercado de nossas famílias.
Olhos de curiosidade,
seja qual for a idade,
seja quem for, ele gosta.
Vai em todas as apostas.
Então eu entendo a verdade
de viver com liberdade,
e me preparo lindona,
eu, quem me queira e sonha.
Com dias de sol e de vento,
pro meu melhor passatempo.
13/10/2012
Educandário Espírito Santo, e um Panoca no meio
Eu lembro da minha escola, tenho tudo na minha mente. Chamava-se Educandário Espírito Santo. Era um colégio de freiras. Lindo. Limpo. Muito limpo. Não! limpíssimo. Lembro do piso vermelho da escada principal, que servia de referência para as filas que eram montadas quando tocava o sino. O sino tocava pelas mãos da irmã Claudete, uma bondade, que ia andando pelos páteos - eram três, mais a gruta (que a gente só ia em dias especiais) mais o jardim ilha, batizado por mim, que ficava no meio do páteo de dentro, todo cercadinho, e onde eu adorava tomar lanche. Mas voltando às escadas (tinham mais parques e quadras para ser justa) elas eram vermelhas e muito bem enceiradas, como a escola todinha. Os pisos para a classe eram de cerâmica antiga e originais tipo de um casarão da idade média, delicados e desenhados. Os bebedouros de um branco que você tinha gosto de beber água. Tanto o branco dos bebedouros, como o vermelho vivo das escadas, eram de responsabilidade da Dona Luzia, uma fofa, de cabelinhos encaracolados que carregava uma disposição só, no seu uniforme vinho, um mar de cores a Dona Luzia... No topo da escada vermelha eu regi o hino nacional muitas vezes, já que toda segunda-feira a gente tinha que cantá-lo. Foi assim que aprendi que a bandeira nacional precisa subir enquanto o hino toca e chegar lá em cima, junto com o final da música - coisa difícil para os brasileiros, porque nosso hino é tão comprido e as cordas da bandeira nas escolas, tão curtas. Eu adorava reger o hino, porque além de me sentir praticamente membro da aeronáutica, eu tinha uma visão geral e ampla de todo mundo, das classes, das turmas mais velhas, das mais novas e desse jeito, eu ficava mais importante que ambas. A irmã Heloína era a diretora, rígida e bem freira... sabe, com aquela cara de freira... uma cara amoada, disfarçada no pó de arroz, com os cabelos crespos penteadinhos pra trás, mas disciplinada e competente. Se eu tivesse uma empresa de comércio exterior colocava a irmã Heloína na presidência. Ela sabia os nomes e os sobrenomes da gente, dos nossos pais, primos, bisavós, tataravós, e isso era verdade pra todos que frequentassem aquela escola. Ela mandava em tudo, sabia de tudo, colocava os professores no pau de arara. Era uma espécie de Ricardo Teixeira do Espírito Santo, ninguém derrubava. Mas inegavelmente o colégio era tão bom. Um relógio. Eu gostava da biblioteca e da Dona Deise que tinha os dentes como o do Ronaldo fenômeno, e ele sequer exisita naquele tempo. Eu amava os jogos de caracol e a amarelinha pintados no páteo. Jogava depois do lanche. Comecei minha vida escolar lá, no método Montessori, no pré, com 5 anos. Jardineira cor-de-rosa com meias brancas e blusa branca. Lembro da tia Maraci, minha primeira professora, ela arregalava os olhos pra falar com a gente e eu nunca tive medo disso. Sempre fui um tico, pequena de mais da conta, a menor da classe, ever. O pré era um mundo mágico lá no Espírito Santo, as classes cheias de material, com um círculo no meio do chão, eram acolhedoras e organizadas. Os parques tinham casinha e balanço. Eu levava maçã de lanche e achava tudo muito bom. Na primeira série, papai se enroscou no trabalho e conseguiu que, ao menos, eu terminasse o ano por lá, mas aí eu saí. Fui parar no oposto, uma escola meio pau, perto de casa e de graça. Fui feliz lá também, mas era diferente. Não tinha escada enceirada de jeito nenhum, enceirada, talvez, só a cara de pau dos diretores que encostavam, e muito, o corpo naquela escola. Uma encrenca, carteiras em dupla, muitas quebradas e algumas balançavam bambas pelas suas idades. Mas tinha hino nacional e advinha, eu regi por lá também. Na quinta série as coisas voltaram aos eixos e eu voltei pro Espírito Santo. Voltei para os mesmos colegas, para os caracóis, e fui feliz até a oitava série, que era o último ano que a irmã Heloína permitia na escola. Mamãe acha até hoje, que por conta da minha excursão de 3 anos pelas feiras livres* enquanto estive no Panoca - Paulo Novaes de Carvalho, a escola não enceirada, quando voltei para a mão das freiras, só o terço poderia me ajudar. Passava sempre no fio da recuperação (até repetir a oitava série), por vezes até por ser popular e participar de tudo que a escola promovia. Eu amava o teatro, tinha acústica, bons lugares, camarim e muita seriedade - Fui Chicó e arranquei risadas e aplausos fervorosos dos colegas. Amava jogar basquete, mesmo sendo aquele tico de antes. Amava promover as gincanas e levar lanches para arrecadar dinheiro para os interesses do Centro Cívico, no dia da cantina dos alunos. Amava a professora de História, Dona Conceição e a de Português Maria Aparecida, que fazia a gente ler "Tibiquera" em voz alta, valendo nota por entonação e leitura absolutamente corretas - não podia ter um engasgo. Eu amava as minhas amigas Carla, Pó, Katia, Shigui e Simone e os meus amigos Pelé, Flávio e Mauricio, companheiros de conversas e risadas. Eu não amava, mas não odiava as professoras Irene de Matemática e Nilce de Inglês, e gostaria aqui de lembrar o nome da professora de Francês, une poupée. O Espírito Santo tinha janelas de vidros grandes, que abriam como a das casas e uma Nossa Senhora toda branca, bem na frente da escola, na porta principal que não era de uso dos alunos, mas por onde, geralmente, eu saía porque o portão já havia sido fechado. Essa porta alta, de madeira avermelhada era seguida por um portão menor automático chiquérrimo - coisa que só freira tinha naquela época. Grandes lembranças eu tenho desse tempo, mesmo do Panoca. Escolas que marcaram minha infância e que me fazem hoje saudades. Certamente, se ainda morasse no Tatuapé, levaria meus filhos no Espírito Santo, tentando talvez assim, esticar a minha infância verdadeiramente feliz.
* O Sr. Miguel, meu professor da quarta-série, levava a gente na feira livre que tinha em frente a escola Paulo Novaes de Carvalho para ajudá-lo a comprar frutas e carregar as sacolas. Sim, na hora da aula! e, Não, a gente não contava para os pais! Era uma hora divertida - e aqui mãe, te digo que talvez essas tenham sido horas pelas quais, lá no Panoca e também no Espírito Santo, eu tenha tido grandes aprendizados. ; )
* O Sr. Miguel, meu professor da quarta-série, levava a gente na feira livre que tinha em frente a escola Paulo Novaes de Carvalho para ajudá-lo a comprar frutas e carregar as sacolas. Sim, na hora da aula! e, Não, a gente não contava para os pais! Era uma hora divertida - e aqui mãe, te digo que talvez essas tenham sido horas pelas quais, lá no Panoca e também no Espírito Santo, eu tenha tido grandes aprendizados. ; )
24/09/2012
os sons do amor
Bem no portão de casa saía ele assoviando quando a hora já chegara. Fiuuuuuu, era um chamado longo e alto, pra que a gente não dissesse depois que não ouvira. Era meio que um relógio do tempo, escurecia um pouco e os ouvidos se preparavam, lá vem. E vinha. O assovio era uma fala, dizia: entra que agora está na hora das casas se fecharem, dos filhos lavarem as mãos e sentarem à mesa. Entra que esfriou, que quero saber se já fez a lição. Entra que tem hora pra brincar e hora pra estar bem quieto no sofá. Entra que eu mando no tempo. Entra. E a gente mal conseguia negociar, porque o assovio não explicava nada, já dizia tudo num sopro. Eu não me atreveria a deixar de ir na hora. O assovio vinha acompanhado, quase sempre, do arrastar dos chinelos e do bater do portão, e se assim fosse, correr era bom, porque a impaciência ia se juntar ao clube. Melhor que não, que o som ficasse mesmo no aconchego de quem quer os seus bem perto, em baixo das asas, ao alcance dos olhos. E a gente vinha, no máximo na segunda assoviada que nem andorinhas de volta no verão. Felizes. E quando entrava, um carinhoso tapinha na cabeça completava aquele dia. Tuc. Os sons do amor.
17/09/2012
retorno
Olho na estrada o retorno e fico em dúvida, volto ou arrisco? Talvez por lá onde eu chegar, mesmo não sendo o final, pode ser que seja o destino e ali encontre muitas coisas das quais vou gostar. Mas e se não, e se for o contrário? se chegar e perceber que nem deveria ter ido? E se não tiver ninguém pra me receber, se não tiver iluminação e a estrada ficar escura bem no meio do caminho?... mas eu tenho o que a perder? Desta vida só sabemos o que explicamos e só explicamos o que conhecemos. Meio sem graça isso. Quero mais é não saber mesmo, nem ter ideia do que vem pela frente, de onde vai dar esse seguir. Vou mais é correr riscos, ao menos assim, poderei ter histórias pra contar e o prazer de saber, enfim, que ter feito meia volta poderia ter sido melhor. Se isso for, aí retorno, pois seguramente já conheço o caminho.
06/09/2012
Prova dos 9
Em época de prova de filhos a gente estuda o que já estudou. Descobre o que aprendeu, o que nem se lembrava, entende, agora, umas e outras coisas e fica atrás dos livros e linhas como se fossem amigos antigos, querendo meio que passar assim, um ar de intimidade que na época, onde os livros eram nossos, não era lá muito sincero. Olhando por tudo e percebendo o descobrir dos meus pequenos, vejo que poucas diferenças existem num mundo tão mudado. Para aprender o novo é preciso saber do velho, dos bondes operários, dos trens maria-fumaças, das velhas "manhas" da tabuada, dos quadros de Tarsila e das crônicas de Zélia Gattai.
Mesmo com tanta informação, velocidade, internets e nets todas de hoje, não há nada que tenha mudado tanto que fizesse nos esquecer do que foi, é e sempre será bom. E assim vamos para novas páginas de um mesmo livro chamado, vida! Voilà!
Mesmo com tanta informação, velocidade, internets e nets todas de hoje, não há nada que tenha mudado tanto que fizesse nos esquecer do que foi, é e sempre será bom. E assim vamos para novas páginas de um mesmo livro chamado, vida! Voilà!
três vezes três
Um ano atrás estávamos nós comemorando os 8 anos de vida desses filhotes amados. Num trisco, e cá estamos novamente a beirinha dos 9. Às vezes eu paro e penso que corre-corre esse tempo quer comigo, onde ele quer me levar, com meus três amores já tão moços?
Cada um com seu jeito, sua forma de ver as coisas, seus gostos e belezas. Três raridades.
De vez em quando, não entendo muito porque, justo eu, recebi tamanha graça. É... porque devo confessar, não sou a mais paciente das mães, do tipo que deita no chão pra brincar horas a fio. Também não me vejo defendendo meus filhos como uma leoa, como o ditado diz, porque pra mim pão, pão, queijo, queijo, caso eles estejam errados, vão precisar assumir isso. Claro que o contrário também é verdadeiro, e não admito que eles estejam certos e os outros não reconheçam, nesse caso, viro gueopardo.
Mas de tudo, nessa fase, vejo pessoinhas à minha volta, que eu amo tanto, e reconheço neles tantos eus e tantos meus, e vejo o Cesar neles, e vejo meus pais, os pais dele, e é tudo tão bacana, porque no meio de tantos nós, eles são tão eles mesmos.
Digital (e) mente eles mesmos.
E eu aprendo isso a cada nova palavra, a cada nova postura, novas descobertas, decisões, dentes crescendo grandes para aquelas boquinhas, olhos curiosos, sabidinhos, contas de divisão, cartinhas de amor, sapatos que não servem mais, gostos novos, músicas escolhidas, dribles de bola, cenas de filmes, livros lidos, braçadas na água, jogadas, desenhos e teatros, pedidos de amigos, sorrisos de canto, coragem, medo, excursões do colégio, companheirismo, briguinhas, tiaras, chuteiras. Vida que cresce.
9 anos da mais pura Graça e Saúde. Amém.
Filhos meus, Beatriz, Pedro e Julia, amo vocês do tamanho do mar.
Cada um com seu jeito, sua forma de ver as coisas, seus gostos e belezas. Três raridades.
De vez em quando, não entendo muito porque, justo eu, recebi tamanha graça. É... porque devo confessar, não sou a mais paciente das mães, do tipo que deita no chão pra brincar horas a fio. Também não me vejo defendendo meus filhos como uma leoa, como o ditado diz, porque pra mim pão, pão, queijo, queijo, caso eles estejam errados, vão precisar assumir isso. Claro que o contrário também é verdadeiro, e não admito que eles estejam certos e os outros não reconheçam, nesse caso, viro gueopardo.
Mas de tudo, nessa fase, vejo pessoinhas à minha volta, que eu amo tanto, e reconheço neles tantos eus e tantos meus, e vejo o Cesar neles, e vejo meus pais, os pais dele, e é tudo tão bacana, porque no meio de tantos nós, eles são tão eles mesmos.
Digital (e) mente eles mesmos.
E eu aprendo isso a cada nova palavra, a cada nova postura, novas descobertas, decisões, dentes crescendo grandes para aquelas boquinhas, olhos curiosos, sabidinhos, contas de divisão, cartinhas de amor, sapatos que não servem mais, gostos novos, músicas escolhidas, dribles de bola, cenas de filmes, livros lidos, braçadas na água, jogadas, desenhos e teatros, pedidos de amigos, sorrisos de canto, coragem, medo, excursões do colégio, companheirismo, briguinhas, tiaras, chuteiras. Vida que cresce.
9 anos da mais pura Graça e Saúde. Amém.
Filhos meus, Beatriz, Pedro e Julia, amo vocês do tamanho do mar.
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eu sou
- Cice Galoro
- Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.
