03/01/2012

Hoje é um novo dia de um novo tempo

Tem coisas que são clichês e sempre dão certo. O amor por exemplo. Quer mais? Iniciar o ano mesmo sabendo que o tempo continua correndo como lá por julho, agosto, é sempre um real motivo pra tirar da caixa os bons clichês. Desejar amor, paz, saúde e prosperidade. 4 palavrinhas que estão em tudo que é mesa, que nem batata. Mas pegar essas 4 palavrinhas e comê-las mesmo, como a batata frita, detona um gosto especial. Prosperidade é uma palavra tão bacana, a danada. É o desejo de melhorar de ir bem mais, de progredir. Das eleitas, a saúde é a mais importante e que a gente dá menos bola. Saúde. Eu te desejo saúde, significa que você espera que a pessoa usufrua de tudo com prazer, intensidade e oportunidade. Não é um excelente clichê? Hoje é dia 03, a dois dias começamos um novo tempo, um tempo par, predestinado pelos pessimistas ao fim e aos otimistas ao início do que pode ser melhor. Que sejamos clichês esse ano. Resgatemos aquelas palavras comuns com seus significados na raiz e consigamos praticá-los. Mais do que as 4 escolhidas outras tantas como sorte, coragem, perseverança, gratidão, sucesso, sabedoria e por aí vai. Me despeço com uma também muito da clichê: Fé. Feliz Ano Novo!

29/12/2011

De tudo que é bom

E na mesma toada, mudando o eixo, indo pro lado do que é bom, bem, alegria, simpatia, boa fé, esperança, coragem e tantos outros atributos do lado branco do tabuleiro, hoje é uma véspera... né, pá?

azedume

Tenho um misto de raiva e dó de quem é azedo. Mais raiva do que dó, confesso. Não gosto de jeito nenhum de ficar olhando pra cara de quem não solta um risinho e fica com aqueles olhos muchos meio um pra lá outro pra cá, querendo expressar tristeza, mas que pra mim soam como ares de prisão de ventre. Também detesto atribuir a isso, idade, compreensão, tudo que a vida lhe causou, essas baboseiras de quem prefere dar uma desculpa. Gente pra mim tem que ter sangue nas veias, pulso que ainda pulsa, expressão de tudo: ódio, amor, compaixão, alegria. Essas coisinhas que Deus quer de nós, sabe? Pior ainda é querer pagar de bondade. Pra cima de moi? ah tá...

12/12/2011

Susto

E assim, de repente, de um minuto a outro, a vida dá uma virada. A saúde, no mais fofucho dos clichés, é mesmo a nossa maior dádiva. Porque sem ela, tudo vira relativo, dá mais ou menos pra fazer, derramam receios, dores, apreensões. E não adianta falar, mas é igual e seguido de outro bom cliché, que só se sabe um filho quando se tem. Nesta sexta-feira, dia 09 o Cesar acordou, em casa, ótimo e dormiu (modo de falar com aquela tamanha dor) mal à beça num hospital, numa véspera de cirurgia que ele sequer imaginaria que iria se submeter, tão pouco eu. Num segundinho o telefone toca e te pedem pra ir urgente a um hospital ver o que está acontecendo com o seu marido. Graças a Deus a história do Cesar termina bem, quer dizer, ainda temos alguns pontos em aberto, mas a verdade é que mais uma vez fomos agraciados por descobrirmos tudo a tempo. Uma crise renal, gerada por uma dupla obstrução dos canais que levam a urina à bexiga, e um trisco pra perder as funções do rim e viver dependente de diálise. É, mole? Pois é, assim, sem mais nem menos. E sem sequer ter sentido durante 51 anos uma única cólica que pudesse explicar esse desfecho. Enfim, a proposta é que nos cuidemos, que vigiemos nosso corpo, nossa mente, nossos organismos. Que respeitemos os limites, e sobretudo que deixemos uma permissão assinada na cabeceira da nossa cama, todos os dias cedinho: ser livre, leve e feliz. A vida é mesmo e muito, feita dos pequenos momentos. Oxalá, meu gordo tenha muitos deles ainda pela frente.

25/11/2011

Do entendimento

De repente, mesmo depois de 43 anos, de um jeito que não sei explicar como, a vida foi ficando simples. As angústias se dispersaram ou simplesmente passaram a desinteressar tanto.

Não que as crises ou problemas deixam de se apresentar, uma ou outra dúvida... mas agora, pelo menos, são sólidas e importantes.

Quero dizer com isso que as perguntas típicas, as banalidades e as futilidades começaram a buscar um espaço que não existe mais, e mesmo que queiram fincar o pé, elas desgrudam do meu pensamento.

Por exemplo, eu vejo ou ouço tantas coisas desnecessárias, que antes me pareciam fundamentais ou no mínimo estorvavam minha existência. Hoje me divertem, e melhor ainda, na maioria das vezes nem se quer me levam atenção. No trabalho muitas, na vida - mais ainda.

Importante agora pra mim é, profundamente, a minha família, a minha casa, a flor que eu vou comprar de sexta, a carona que eu posso dar para uma gravidinha de 8 meses que eu nunca tinha visto antes, a sacola reciclável cheia de frutas, a saída da escola, o que dá para ter, qual o sermão do domingo, as pessoas que tem os olhos do bem, a saúde.

Discutir forma, não mais. Conteúdo, se de fato, conter algo.
Perder tempo, não. Ganhá-lo sem fazer nada, aí sim.

Eu ando desse jeito nesse final de 2011, desbravando a tranquilidade. Espontâneamente. Que veio até mim, sem que eu percebesse buscá-la ha tanto tempo.

Entendendo que não precisamos entender nada, que apenas estarmos bem, é mesmo suficiente para sermos felizes.

06/10/2011

Off


Um homem que marcou uma geração, mudou comportamentos. A partir do seu.
Uma vida iniciada de um jeito que muitos considerariam quase o fim, fez dele a necessidade de buscar novos começos.
Um cara duro, grosso, mas apaixonado e com fé.
Porque a fé é a crença em perseguição de algo melhor, e isso ele sempre quis.

Foi até onde deu, sem jogar a toalha. Quando despediu-se, fez direito, quase despercebidamente não fosse sua tamanha visibilidade, escondida ultimamente num corpo tão frágil, mas que não conseguiu destruir sua inteligência.

Tinha grandes defeitos e gigantescas qualidades, mas tinha um princípio que o fez chegar onde chegou e resolvia tudo isso.

Tinha amor. Antes, de tudo.

Mr. Jobs, rest in peace.

09/09/2011

Setembro

Setembro é um mês bom!
Bom no sentido de "do bem". Um mês com flores, não poderia ser diferente.

Eu sempre escrevo sobre setembro. Sempre falo que tudo melhora nele, que o ano se confirma, se ameniza, fica respeitoso e generoso.

Meus filhos nasceram em setembro num dia triste pro mês e pra humanidade. No dia 11 de setembro. Mas isso não mudou nem um pouco meu sentimento com esse momento do ano.

Lembro bem, dois anos antes deles nascerem, que fiquei congelada em frente a tela da TV da agência que eu trabalhava vendo um avião entrar na Torre 1, depois ver a outra em chamas e aquela imensidão vir abaixo. Eu tinha estado em NY e visitado as Torres Gêmeas. Não dava pra acreditar que, um dia, alguma coisa, abalaria aquela grandiosidade.

Dois anos depois, no mesmo dia, tava eu congelada de novo, mas por conta da maior das minhas alegrias. No dia 11 de setembro de 2003, chegaram faceiros meus trigêmeos, destinados a serem cidadãos do mundo e do bem. Tenho certeza disso.

Voltando ao presente, hoje - dia 09 é aniversário da Sofia, minha sobrinha que complementa a nossa alegria de viver nesse mês.

Acordei pensando em tudo isso e bem cedo neste 9 de festa, ouvi um sociólogo dizer que o 11 de setembro mudou a maior potência mundial, ruiu com uma série de propostas de liberdade que o ocidente propunha, mas que também trouxe um lado muito bom, o de democratizar o mundo. A necessidade de abrir as portas da igualdade de forças e sentidos. A concreta visão que ninguém é mais ou maior que ninguém.

Pra mim, fica claro que cada vez mais as potências precisam estar nas pessoas, no coração delas. Na formação dos homens de bem. Eu confio que sim.

De nossa parte, peço humildemente que no nosso micro cosmo da família, saibamos ensinar e educar essa galera pra isso. Tudo indica que teremos 4 almas boas pela frente, cuidando pra que a vida seja mais justa e digna para todos.

Parabéns hoje à Sofia pelos seus 3 anos, e no dia 11, o beijo vai aos meus queridos Beatriz, Pedro e Julia que erguerão seus 8 anos com muita amizade e amor.

Setembro, valeu!

guardadinho

eu sou

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Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.