06/05/2011

Dona Ivani, que é minha. Mãe.

Se te olho me vejo em imagem e também num pouco de jeito. Falo igual, penso diferente e minha esperança é conseguir chegar perto da tua sabedoria. Um dia, talvez...

Enche meu peito de alegria e segurança, saber que você tá do outro lado da rua, na hora que eu preciso, no portão da minha casa, no camarim da peça que é a minha vida.

Que me alerta, apoia como todo o sempre, e ainda aperta os meus pés sem que eu te peça, depois de um dia cheio (pra nós duas...)

Me encanta a tua curiosidade, a tua falta de preguiça, a tua cultura disciplinada, estudada e que corre pelos assuntos de forma tão humilde, buscando entendê-los a cada instante.

Acalma a minha alma ter o teu ouvido e a tua espera, as horas certas do teu relógio de tempo e passar pelo teu portal escancarado e lotado de experiências importantes, felizes e infelizes, e igualmente superadas pela próxima.

E gosto também das tuas bravezas, que terminam em bravura. Sei o quanto me fez bem sentí-las, mesmo quando mostraram-me, ou mostram-me o peso das palavras e da correção.

Eu vou aqui, minúscula do teu lado, pequeniníssima perto da tua fé em mim mesma, incrédula às vezes de tanta confiança. Mas vou, por isso, em frente. Num orgulho só, mirando teus olhos, atenta ao teu sorriso, que suportam as minhas decisões e guiam os meus passos.

Mã, eu te acho genial, sem confetes, sem rodeios.
Te agradeço por me dar o mundo ao teu lado.

O Dia das Mães é bacana pra mim por tua causa, Dona Ivani!

Com todo meu amor, obrigada!

05/05/2011

simples

A vida fica mais bacana quando você está cercado pela natureza.

28/04/2011

Eu concordo e gostaria de já saber como...

Extraído do livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi

Domenico De Masi: O que você pode esperar do futuro, na vida, na carreira e no mundo ?

Para os próximos 20 anos, vislumbro dez tendências relacionadas ao trabalho e à vida. Por que dez? Porque precisamos de modelos. E que modelo melhor que Deus e seus dez mandamentos?

1. Longevidade: A Aids, o analfabetismo e boa parte dos tipos de câncer serão debelados. A inseminação artificial estará na ordem do dia. O dióxido de carbono na atmosfera será mínimo. Os cegos verão através de aparelhos. Transplantes de órgãos, naturais e artificiais, permitirão viver mais. Passaremos dos 100 anos, e com boa saúde.

2. Tecnologia: Um único chip será mais potente do que todos os computadores juntos do Vale do Silício de hoje, terá o mesmo tamanho que um neurônio e custará 1 centavo. Todo o trabalho intelectual repetitivo será executado por máquinas, como ocorreu com o trabalho manual neste século.

3. Trabalho e formação: Será cada vez mais difícil fazer uma distinção precisa entre trabalho, estudo e tempo livre. A educação, intensa e permanente, ocupará boa parte da vida. Os horários perderão importância. O que contará no trabalho serão os resultados, não o tempo para fazê-los. A remuneração será calculada de acordo com o valor agregado e as metas atingidas. Haverá, decerto, um novo pacto social para redistribuir a riqueza, o trabalho, o conhecimento e o poder. Uma guerra sem cartel será travada entre a criatividade e a burocracia. Ninguém vai fazer trabalho braçal por mais de cinco anos. Donas de casa e estudantes devem ser remunerados, assim como os desempregados. Trabalhos voluntários e obras sociais estarão por toda parte.

4. Onipresença: Estaremos em contato com qualquer um, em qualquer lugar, por celular e Internet. À distância, aprenderemos, trabalharemos, amaremos e nos divertiremos. Corremos o risco de nos tornarmos virtuais demais, por falta de contato direto com outras pessoas. O sedentarismo desse modo de vida pode nos tornar obesos. Mas a cirurgia plástica resolverá isso – modificaremos o corpo e a fisionomia a bel-prazer. Graças a novos remédios, controlaremos ou melhoraremos nossos sentimentos.

5. Tempo livre: A maior longevidade e o apoio da tecnologia aumentarão as horas de ócio. Ironicamente, o problema do próximo século será como ocupar o tempo livre de forma a evitar o tédio. Cresceremos intelectualmente? Tenderemos à criatividade ou à dispersão? Prevalecerá a violência ou a harmonia? São perguntas ainda sem resposta. O que se pode afirmar é que teremos de nos preparar para ocupar o tempo livre da mesma forma que nos preparamos hoje para trabalhar.

6. Androginia: As mulheres estarão no centro da sociedade. Valores considerados femininos (emotividade, subjetividade, flexibilidade) serão incorporados pelos homens. No estilo de vida, prevalecerá a androginia.

7. Estética: Como a perfeição técnica deve ser um requisito, o que vai fazer a diferença são as qualidades formais. Ou seja, forma vai ser tão ou mais importante que conteúdo. Daí as atividades estéticas virem a ser valorizadíssimas – assim como ocorre hoje com as científicas.

8. Ética: Numa sociedade voltada à prestação de serviços, a fidelidade do cliente será a maior vantagem competitiva. A ética de um profissional será seu mais alto patrimônio. Apenas os homens de caráter vencerão nesse mundo. Da mesma forma que a sociedade industrial é relativamente menos violenta do que foi a medieval, a sociedade pós-industrial será menos violenta do que a industrial.

9. Subjetividade: Mais do que hoje, o que diferenciará profissionalmente uma pessoa da outra serão seus gostos e seu comportamento. As pessoas devem fazer só as coisas pelas quais se apaixonem e só trabalharão em áreas que as motivem. A motivação será um fator muito competitivo.

10. Qualidade de vida: As pessoas não aceitarão trabalhos que as impeçam de viver bem. Uma vez que viver mais será fato consumado, a preocupação será como viver e não o quanto viver. Estarão em alta a disponibilidade de tempo, de espaço, de autonomia, de silêncio, de segurança e de convivência.

Fonte de consulta: www.ronaud.com/empreendedorismo/livro-o-ocio-criativo-domenico-de-masi/

25/04/2011

entrelinhas

Admiro as pessoas que navegam pelas entrelinhas.

Que não precisam de explicações diretas. Que retiram palavras ou as colocam, dando sentido ao sentimento.

Aqueles que percebem um olhar, um gesto, uma situação e que por ela interferem, sem precisar serem notados.

Ou ainda fazem-se notar para que o que não se resolve, passe a ter um destino.

Tão boa ajuda a da sutileza. Tão rica a habilidade de perceber mais do que o óbvio.

São poucos os que possuem tal requinte, viram mestres, boas almas e certamente, incompreendidos.

Melhor assim.

20/04/2011

...

"Segue teu destino, rega tuas plantas, ama as tuas rosas. O resto é sombra de árvores alheias".
(Fernando Pessoa)

semente

É à vontade que se passeia pela infância. De pé descalço, saia rodada, calça curta. Cara suja e lambusada também vale, uma bagunça no quarto, lousa cheia de pó de giz e muito rabisco. Bronca de mãe é um presente igual aprender a "entrar" no pular corda. Lição de casa faz parte, e uma briga com o melhor amigo também, mas depois as pazes. É assim, de pernas para o ar e cambalhota, girando, girando no currupio, até tudo rodar ao contrário, é que a gente cresce sem erro e sem medo, sabendo lidar com os desajustes que a vida, vista aqui do alto dos olhos adultos, teima em trazer.

05/04/2011

pensando sobre educação

Dos mestres

"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes"

origem: A Alegria de Ensinar de Rubem Alves – http://pt.shvoong.com/books/1924034-alegria-ensinar-rubem-alves/#ixzz1Ifj4xeT5

guardadinho

eu sou

Minha foto
Gosto de boniteza, de arrumação, da moda dos anos 30. De margaridas e pérolas verdadeiras. Gosto da noite, de gente dando risada, do colorido de um prato de feijoada. Gosto de sair e de mudar, gosto de família, de amigos e com eles estar. Gosto de dança e de criança, e gosto muito, muito do mar.